Celular serve pra quê?

Quem perguntou isso foi Ricardo Freire, meu guru para assuntos de viagens. E ele mesmo respondeu: http://www.viajenaviagem.com/2010/06/celular-serve-pra-que-pra-achar-seu-carro-no-estacionamento. Sensacional!!!!!

De todas as funções do celular, essas ligadas à fotografia são as que me encantam.

Saber que a câmera do celular serve como bloco de notas ou como espelho, e ter notícia desses usos (e também dos mais clássicos, com fotografia da família ou de viagens) é o que mais me dá gosto nesse processo de pesquisa da tese.

E por falar nela…

Ok, sei que 10 meses pra um novo post é um pouco demais, mas foi um período de reclusão necessário para o fim dos créditos das disciplinas que exigiram minha presença semanal/quase diária na PUC, e para preparar a famosa base teórica… revisão de literatura… essas coisas.

Nesse período participei também de um projeto muito legal, idealizado e realizado por Christian Caselli: o Foto-Celular. Visitei a exposição no Centro Cultural da Justiça Eleitoral – RJ, com fotos lindas e super interessantes, e participei da oficina no início de fevereiro. Gostei tanto que resolvi tomar o projeto do Christian como base pra minha pesquisa, que vai ser feita agora no segundo semestre.

Enquanto isso, quem quiser me contar pra que tipo de fotografia usa a câmera do celular vai ser muitíssimo bem vindo à minha tese!!!!

(e pra quem preferir o e-mail: rosanezanotti@mac.com)

volta às aulas

Praticamente 4 meses se passaram desde o segundo post deste blog… isto é uma vergonha!

Depois dessa eu consigo chegar a algumas conclusões:

1. não tenho saco para me empenhar em fazer um blog sobre um tema específico, até porque não entendo de culinária, não viajo o quanto gostaria, não acredito em horóscopo, religião ou político.

2. os assuntos que me interessam estão muitíssimo bem representados pelos blogs que coloco como favoritos aí do lado, eles já fazem o trabalho de buscar as novidades e falar das coisas legais que estão acontecendo. Mais do mesmo não é comigo.

3. não sou jornalista!!!!!!!!!!

4. nunca tive um diário. E nunca tive mania de escrever sobre tudo o que penso.

5. não tô a fim de ser blogueira.

Daí você me diz: então cancela esse endereço oras! E eu te respondo: não.

Vai ficar aqui pra eu fazer anotações esporádicas, provavelmente sobre minhas fotos com o celular. Fechado?!?

Bom, voltei ao Rio ontem para o início das aulas e me deparo com algumas novidades na PUC:

puc-rio

A primeira fica na secretaria de um dos cursos, os alunos têm acesso ao computador para checar horário, histórico, etc. A segunda fica na porta de TODOS os banheiros.

Percebi que, no primeiro semestre, as pessoas esqueciam de lavar as mãos quando iam ao banheiro, mas agora isso não vai mais acontecer! Percebi também que, além de desinfetar as mãos antes de usar o computador, muitas pessoas não estão nem se cumprimentando direito!!! Nada de abraços sem banho de álcool gel!!! Prefiro não comentar… (mas que a cultura do terror é tosca, isso é).

vix-rio-sampa-vix

Durante a decolagem, o encosto de sua poltrona deve ser mantido na posição vertical, sua mesa fechada e travada. Observem os avisos luminosos de afivelar cintos de segurança. Em caso de despressurização, máscaras de oxigênio cairão automaticamente. Puxe uma delas, coloque-a sobre o nariz e a boca ajustando o elástico em volta da cabeça bla bla bla bla bla bla

Isso cansa tá. E o pior é o texto em inglês que vem na sequência, este sim é difícil, muito difícil!!!!!

Mas, considerando o famoso “se não pode vencê-los, junte-se a eles”, resolvi me divertir um pouco e fiz uma pesquisa fotográfica sobre o espaço para as pernas e o lanche oferecido nas 3 empresas da semana:

segunda: vix-rio de Gol | quinta: rio-sampa de Azul | sábado: sampa-vix de Tam

Vamos aos resultados:

Espaço: a Gol perdeu.

Gol
Gol

O espaço para a poltrona da frente é apertado, quem tem perna grande sofre (e acaba escolhendo os lugares no corredor, pra ganhar um espacinho lateral).

Espaço: na Azul é legal

Azul
Azul

Espaço: na TAM é legalzinho

Tam
Tam

A Tam empata com a Azul na distância para a poltrona da frente, mas a Azul ganha no conforto da cadeira e no espaço para o colega do lado, é quase um ônibus semi-leito 😉

Gostei da Azul, foi minha primeira experiência, só achei que o bichinho balançou um cadim no procedimento de aterrissagem. Enjoei. Mas bato palmas pra eles, afinal os tais textos de procedimentos de segurança e etc. foram apresentados SÓ EM PORTUGUÊS. Ufa!

Momento serviço de bordo. Todos os vôos foram de manhã, antes das 10hs:

A Gol perdeu novamente! O biscoito salgado com recheio de patê de presunto nem é ruim (pra quem gosta de patê de presunto), mas é sem graça demais né. Pra beber tinha refri, sucos Mais e água. Ok, é melhor que barrinha de cereal. Ou não.

Gol
Gol

A Azul serviu coisas divertidas: batata chips, mini wafer de chocolate e suco na caixinha! (também tinha refri e água). Gostei.

Azul
Azul

Tenho tomado com frequência esse café da manhã da Tam, e ainda não enjoei: torradas Bauducco, geléia, requeijão Polenguinho e cookie. Pra beber: café, água, suco e refri.

Tam
Tam

E pra ninguém ficar achando que meu celular só tira fotos inúteis, taí um momento turista entre aterrissagens e decolagens:

saindo do Rio
Rio
sampa
Sampa
Vix
Vix

Uma questão de megapixels?

Minha memória é bem ruim, mas quase posso afirmar que o seguinte fato tem mais de 4 anos: passando pelo centro de Vitória me deparei com um ambulante das proximidades da praça Costa Pereira, fotografando – com um telefone celular – um grupo de pessoas (que até hoje não sei o que viam ou faziam). Naquele momento pensei: legal, o sujeito estava lá trabalhando e aproveitou pra fotografar… será que se não existisse a câmera no celular ele estaria ali tirando fotos? qual o objetivo dele? o que ele vai fazer com essa imagem? deixar na memória do aparelho, apagar um dia, apagar logo, baixar pra um computador, mandar imprimir num lab, ou nada disso?

A partir daí não consegui mais deixar de pensar na relação das pessoas com os celulares com câmera. Nessa época eu ouvia bastante um comentário que hoje quase não ouço mais: “pra que eu vou querer um celular que tira fotos? eu quero que ‘fale’ e pronto!”. Durante muito tempo também ouvi as piores avaliações sobre essas câmeras nos aparelhos, como se fosse quase um sacrilégio capturar uma imagem que não pudesse ser decentemente ampliada (devido aos poucos megapixels oferecidos nos sensores), até que um dia me deparei com o projeto Image America: em 2004 Robert Clark, um dos premiados nomes do fotojornalismo americano, fez imagens com um celular Sony Ericsson com câmera de 1.3 megapixels (o S710A) durante uma viagem de 50 dias pelos Estados Unidos. Em 2005 Clark publicou um dos primeiros livros criados inteiramente com imagens digitais feitas por uma câmera de celular.

Robert Clark - special projects
Robert Clark - special projects

Pergunto então: que diferença faz a qualidade da câmera – em relação a formatos para impressão – se não parece ser isso que determina, ou não, o click? Além disso, onde fica hoje esse argumento frente aos últimos lançamentos de celulares com câmera de 12,1 megapixels e flash xenon? Fica nas demais características que um boa câmera deve ter, para além dos megapixels? Me parece que a questão não passa por aí, que a grande mudança não é mais a tecnológica.

Portanto, a questão é: afinal, o que estamos fotografando?